12 dicas para captar investimento internacional para sua Startup

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BR New Tech

Olá empreendedores do nosso Brasil!

Alguns dias atrás estive em um dos eventos mensais da Brazil Innovators, o Br New Tech.

Pra quem não conhece, a empresa promove conexão entre empreendedores daqui com a cultura do Vale do Silício, com intenção de atrair mais inovação e desenvolvimento para o nosso mundo de startups.

Por isso existem vários programas e eventos segmentados para esse universo.

Ao todo já são mais de 15.000 membros na rede, que conecta empreendedores, mentores e investidores de todos os portes, o que inclusive fomentou o tema dessa última edição:

Captação de Recursos. Fundos internacionais no Brasil (como captar investimento internacional para sua startup).

E as empresas convidadas para abordar esse tema foram:

  • Valor Capital, com sede em New York, na pessoa de Michael Nicklas;
  • Atomico, do co-fundador do Skype Niklas Zennström, com sede em Londres, na pessoa de Haroldo Korte;

Saiba como captar investimento internacional

O perfil dessas venture capitalists é bem diferente

A Valor Capital trabalha com um cap de aproximadamente US$40 Milhões e faz investimentos nos chamados “Series A”, ou seja, nos primeiros investimentos significativos de uma startup.
São valores em torno de US$500.000 a US$1.5 Milhão iniciais e, no máximo, US$3 Milhões durante todo o ciclo de vida de uma empresa.
É uma “family investor”, mais focada no mercado b2b.
Algumas das empresas investidas foram Baby.com, Guia Bolso e BoaConsulta.com
Já o Atomico possui cap de US$500 Milhões e faz aportes em empresas que já tenham tração, ou seja, uma base de clientes rodando e operação mais consistente. O ticket mínimo de investimento deles é em torno de US$5 Milhões.
Algumas de seu portfolio de investimentos são Rdio (meu player favorito), Jawbone, Fab, Rovio (que fez o Angry Birds) e Restorando.com

Dicas para captar investimento internacional

Resumo: vamos às 12 dicas para você captar investimento internacional

  1. Michael Nicklas afirmou que a Valor Capital tende a investir em empreendedores que já foram bem sucedidos em sua trajetória. Eles reparam se você possui certa inteligência emocional para “aguentar o tranco”.
  2. Disseram que investimento de risco é ao mesmo tempo uma ciência e uma arte, pois no ambiente de uma startup você não tem noção do que pode acontecer, sendo muito importante equilibrar o lado emocional e racional das decisões;
  3. Afirmaram também que para conseguir investimento, um empreendedor precisa “encher o saco dos VCs (venture capitalists) para que eles respondam. Agora, caro leitor, eu mesmo faço essa provocação: imagine quantas startups e empreendedores malucos não procuram esses caras todos os dias? É importante manter o foco e reforçar o networking de maneira bem inusitada às vezes.
  4. Nos Estados Unidos, empresas que alcançaram mais de US$1 Bilhão em fundraising são chamadas de Unicórnios e você pode entender melhor esse conceito aqui e aqui;
  5. No geral (e meio óbvio), aqui no Brasil a oferta de capital é muito menor do que no Vale do Silício, mas uma informação interessante é que mais empresas com valuation acima de US$1 Bi foram fundadas por aqui do que lá;
  6. Pelo ecossistema ainda “bebê” de negócios e investimentos do Brasil, startups não alcançam valuations como nos Estados Unidos. Na minha visão isso é uma grande oportunidade pra quem quer crescer e aproveitar certos nichos inexistentes. Encontrei essa análise bem interessante sobre o mercado brasileiro na visão dos gringos;
  7. Nos EUA a média de investimentos “Series A” varia entre US$3 a US$5 Milhões;
  8. Afirmaram que o mercado brasileiro é um grande laboratório, porque é gigantesco (em torno de US$2,2 Trilhões) e as pessoas possuem hábitos culturais muito semelhantes aos americanos – se compararmos isso ao resto dos BRICs, tudo é muito diferente culturalmente – o que tornaria o Brasil um local mais atrativo;
  9. Disseram que em momentos de crise existem grandes oportunidades pra se fazer dinheiro, especialmente em serviços que resolvam problemas das pessoas e que gerem ganhos de produtividade em qualquer esfera de negócio;
  10. No e-commerce existem grandes oportunidades para criar ferramentas de market places, já que os gigantes varejistas do nosso mercado vão dominar o tráfego e as vendas;
  11. Responderam à pergunta “O que um investidor procura?”, ressaltando que: 1º Um empreendedor deve ser conciso em apresentar aquilo que parece extremamente complexo em algo absurdamente simples; e 2º que esse mesmo empreendedor deve ter extrema facilidade em montar e inspirar uma equipe;
  12. Pra terminar, uma vez já citei isso aqui no blog e eles confirmaram: o maior receio na vida de um investidor é de perder uma grande oportunidade de negócio, ou seja, a “futura maior startup do momento” apresentar uma ideia e eles não acreditarem inicialmente, perdendo o timing de investimento. Uma gíria do Vale do Silício pra esse receio é chamado de “Shadow Portfolio”.

Espero ter ajudado compartilhando alguns dos insights que percebi no evento. Caso queira compartilhar suas ideias ou comentar, fique à vontade!

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About Author

Marcelo Pimenta é fundador da LeadseVendas.com, uma empresa especializada em aquisição de clientes (marketing de performance, SEO, landing pages, email marketing, growth hacking).Pós graduado pela ESPM e com especialização em Negócios Internacionais pela Florida International University (Miami, EUA).Foi Diretor de Marketing da Verisure Brasil, a maior empresa de Alarmes Monitorados da Europa.Foi um dos co-fundadores da Vale Presente Mastercard, onde atuou por 4 anos como Gerente Geral de Marketing e Produtos.Além disso, trouxe a marca americana de camisetas Threadless para o Brasil e foi head da área de social commerce da varejista Magazine Luiza.Ajuda empreendedores em todo o Brasil e organiza o meetup dos Growth Hackers de SP http://meetup.com/growth-hackers-spLinkedin: http://br.linkedin.com/in/pimentamarcelo/ e-mail: pimenta@businessideas.com.br

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