O que Dave Grohl do Foo Fighters pode nos ensinar sobre empreendedorismo?

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Dave Grohl, Foo Fighters

Eu sou fã do Foo Fighters desde 1997. Lembro perfeitamente da música Monkey Wrench arrebentando os ouvidos da minha mãe, coitada.

Mas enfim, quem vê o Dave Grohl cheio da grana hoje em dia não imagina o que o cara passou pra chegar ali. Pra quem não sabe, ele foi o lendário baterista do Nirvana, uma das bandas mais famosas dos anos 90 (ao lado do Guns’n Roses, claro).

Se fizermos uma comparação bem corporativa, podemos concluir que Dave Grohl era, naquele momento, um dos melhores “diretores” de bateria do mundo. Quem presta atenção nisso sabe que profissionalmente ele era um dos melhores executivos do momento, um grande expoente do instrumento, que ditava uma tendência bem energética de tocar e influenciava milhares de jovens em todo o planeta. Mas eis o detalhe dessa história: ele era um mero executivo na banda e quem levava toda a fama era o chefe, o presidente Kurt Cobain. E meu objetivo aqui não é falar sobre ele, já que a maioria reconhece seu talento e sua genialidade.

Pois bem, a banda acabou devido ao suicídio de seu “presidente” e os outros dois músicos (Dave e Krist Novoselic, baixista) ficaram desamparados e desempregados, literalmente sem chão. Grohl, depois de se recuperar, tinha algumas opções. Uma delas era continuar sendo baterista de outra banda de sucesso, e ele inclusive foi convidado a integrar a banda de Tom Petty and The Heartbreakers e o Pearl Jam, de seu amigo Eddie Vedder.

Dave Grohl e Krist Novoselic na época do Nirvana

Dave Grohl e Krist Novoselic na época do Nirvana

Mas seu futuro esperado não era esse. Ele queria muito mais. Ele queria era ser o CEO.
E aqui entra aquela história da veia empreendedora, que os atuais executivos de empresas nesse mesmo tipo de situação podem começar a pensar. “Será que eu me recoloco? Será que eu empreendo?”

Grohl aprendeu a tocar guitarra na adolescência e, enquanto esteve no Nirvana, escreveu mais de 40 músicas, mas nunca as apresentou, alegando que não queria influenciar Cobain (ou será que já não era seu plano B?). Logo depois do fim da banda, em 1995, ele se trancou num estúdio em Seattle e gravou rapidamente 15 dessas músicas. Detalhe: ele gravou TODOS os instrumentos sozinho. Pegou essa demo e saiu “buscando investimento”, ou seja, procurando alguma gravadora que tivesse interesse em gravar o material. E encontrou a Capitol Records, que já tivera lançado artistas como Pink Floyd, Beatles, Eagles, Beach Boys. Assim ele lançou seu primeiro álbum nomeado homonimamente como Foo Fighters.

Foo Fighters
Nesse momento ele não queria ser artista solo, então precisou recrutar seu time. E todos os colaboradores eram conhecidos de longa data, escolhidos a dedo, embora pouco tempo depois ele tivera alguns problemas e precisou substitui-los.

Até aqui quero ressaltar o quão empreendedor Grohl foi ao optar por desenvolver esse negócio chamado Foo Fighters. É preciso entender que ele não era guitarrista e nada próximo de um vocalista front man. Mas tinha um sonho e grande capacidade pra fazer acontecer.

E pela minha pesquisa, nesse momento começava a parte mais difícil de sua carreira. Uma pessoa que estava acostumada a ganhar altos cachês enquanto “executivo do Nirvana” tocava em palcos minúsculos, abria shows e tocava em bares por cachês de US$700 pra banda inteira!

Foo Fighters
Mas ele não desistiu e continuou persistindo em seu sonho. Cerca de dois anos se passaram (1997) até que ele gravou o segundo álbum da banda, entitulado The Colour and The Shape, onde pela primeira vez seu novo empreendimento (a banda) caiu no gosto popular, alcançando milhares de rádios em todo o mundo, numa época em que a internet comercial ainda dava seus primeiros passos – ah, e antes do Napster entrar pra popularizar o mp3.

É importante ressaltar aqui que esse sucesso é fruto de um ótimo trabalho em equipe, já que todos os músicos que os acompanharam são bons instrumentistas, incluindo seu atual baterista, Taylor Hawkins, visto hoje como um dos principais do planeta.

Dave Grohl e Taylor Hawkins em um show qualquer

Dave Grohl e Taylor Hawkins em um show qualquer

E o resto dessa história é o que todos já conhecem. Veio a fama, vieram os fãs (clientes) e veio o dinheiro. De um empreendimento que era uma ideia ou uma simples “alternativa”. E isso acontece com a maioria das bandas de sucesso da nossa história. No entanto, vejo essa história do Foo Fighters como um grande exemplo de empreendedorismo porque ela não se tornou uma banda mediana e reconhecida só nos EUA, ela se tornou tão ou mais famosa que o próprio Nirvana, batendo recordes de vendas, plays e audiência em estádios.

Foo Fighters em Wembley

E pelo que parece, vai continuar no topo por longos anos.

Para conhecer mais da história do Foo Fighters, acesse este link.

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About Author

Marcelo Pimenta é fundador da LeadseVendas.com, uma empresa especializada em aquisição de clientes (marketing de performance, SEO, landing pages, email marketing, growth hacking).Pós graduado pela ESPM e com especialização em Negócios Internacionais pela Florida International University (Miami, EUA).Foi Diretor de Marketing da Verisure Brasil, a maior empresa de Alarmes Monitorados da Europa.Foi um dos co-fundadores da Vale Presente Mastercard, onde atuou por 4 anos como Gerente Geral de Marketing e Produtos.Além disso, trouxe a marca americana de camisetas Threadless para o Brasil e foi head da área de social commerce da varejista Magazine Luiza.Ajuda empreendedores em todo o Brasil e organiza o meetup dos Growth Hackers de SP http://meetup.com/growth-hackers-spLinkedin: http://br.linkedin.com/in/pimentamarcelo/ e-mail: pimenta@businessideas.com.br

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