O que o Apple Pay tem a ver com futuros empreendedores?

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Apple

A Business Idea de hoje não é exatamente um modelo de negócio que já está rodando por aí. É uma tendência e uma grande oportunidade para você que passa horas pensando em que tipo de mercado pode dar mais certo do que outro. No que acredita mais, no que tem maior escalabilidade e todas essas dúvidas que os empreendedores enfrentam diariamente.

Às vezes um simples post como esse pode abrir seus olhos para algo que “se fosse uma cobra, poderia lhe ter picado”. Quando a Apple lançou o Apple Pay eu mesmo achava que esse tipo de serviço chegaria aqui depois de muitos anos, já que o Brasil sempre foi o “resto do mundo” na estratégia deles. A prioridade sempre foi USA – EU – AU – JPN – SGP. Além disso, pra rodar um Apple Pay impecável você precisa de varejistas engajados e preparados sistemicamente, o que não é o forte no mercado brasileiro.

Antes de lançar essa análise, afirmo que o Apple Pay vai realmente mudar a forma como você concretiza suas compras e, por isso, você deveria ficar de olho na quantidade de negócios que podem surgir desse movimento. A empresa afirmou que ele entrará em outros mercados a partir de 2015, mas não define ainda quais.

E agora eu gostaria que você lesse o pedaço abaixo, retirado do blog “Mobile Time”, para fazer suas próprias conclusões:

O Brasil teria a chance de passar a frente de vários mercados por causa de uma característica especial: o fato de ter o maior parque de terminais de POS habilitados a receber pagamento com a tecnologia NFC. São cerca de 1,5 milhão de máquinas prontas para aceitar transações por proximidade espalhadas pelo País nas principais redes de adquirência.

“Ter um parque de terminais POS com NFC é premissa básica para o lançamento desse serviço. Não adianta lançar em um país sem essa base. E a Apple não consegue fazer isso sozinha. Pode ser um diferencial a favor do Brasil”, comenta o diretor sênior para produtos digitais da Mastercard no Brasil, Marcelo Theodoro. O executivo destaca ainda a crescente popularização de pagamentos digitais no País como outro fator positivo. Porém, ressalta: “A decisão (de quando lançar o Apple Pay no Brasil) é 100% da Apple. À Mastercard cabe apenas estar pronta quando isso acontecer.”

Imagine que hoje em dia quase toda “maquininha” da Rede ou da Cielo no país aceita pagamentos por aproximação. Mas até o momento ninguém tinha lançado serviço algum decente pra capilarizar esse tipo de operação. É como se tivessem criado a rodovia Bandeirantes, mas não existissem os carros pra passar ali.

Portanto, só pra concluir, se a Apple realmente despachar o Apple Pay por aqui nos próximos meses, prepare-se, porque o impacto vai ser absurdo. Fique de olho nas oportunidades que poderão surgir e imagine um cenário onde:

1. O NFC deixará de ser falação e vai entrar definitivamente no seu dia a dia;

2. Os Androids entrarão pesado pra acompanhar a Apple, então realmente o NFC ficará pop;

3. Talvez o ato de tirar o cartão de crédito do bolso vai começar a dar um pouco de preguiça nas pessoas.

Mãos a obra!

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About Author

Marcelo Pimenta é fundador da LeadseVendas.com, uma empresa especializada em aquisição de clientes (marketing de performance, SEO, landing pages, email marketing, growth hacking).Pós graduado pela ESPM e com especialização em Negócios Internacionais pela Florida International University (Miami, EUA).Foi Diretor de Marketing da Verisure Brasil, a maior empresa de Alarmes Monitorados da Europa.Foi um dos co-fundadores da Vale Presente Mastercard, onde atuou por 4 anos como Gerente Geral de Marketing e Produtos.Além disso, trouxe a marca americana de camisetas Threadless para o Brasil e foi head da área de social commerce da varejista Magazine Luiza.Ajuda empreendedores em todo o Brasil e organiza o meetup dos Growth Hackers de SP http://meetup.com/growth-hackers-spLinkedin: http://br.linkedin.com/in/pimentamarcelo/ e-mail: pimenta@businessideas.com.br

2 Comentários

  1. Não entendi quais são as oportunidades nesse negócios, nessa pontecialidade brasileira. Quero dizer, o que dá a entender é que apenas gigantes como a Cielo e Rede podem ganhar.

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